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terça-feira, 4 de junho de 2024

Diferença entre o Candomblé e a Umbanda

A umbanda e o candomblé são duas religiões nascidas no Brasil e que compartilham a mesma matriz africana. Porém, existem muitas diferenças entre essas duas vertentes religiosas, tanto históricas quanto teológicas.

"Diferentemente das três grandes religiões monoteístas ocidentais (o cristianismo, o judaísmo e o islamismo), a umbanda e o candomblé não possuem uma tradição escrita marcada por um livro sagrado, como a bíblia, a torá e o corão. 
As religiões retratadas neste artigo possuem uma origem comum, nos ritos africanos, e uma tradição marcada essencialmente pela oralidade e, no caso do candomblé, pelo aprendizado religioso direto por meio da prática cotidiana da religião no terreiro (local onde são realizados os rituais religiosos tanto da umbanda quanto do candomblé). A cruel escravização de povos africanos em terras brasileiras ocasionou a mistura de povos e culturas diferentes.
 Em nosso país, fundiram-se a cultura, o sangue e os costumes de povos nativos (indígenas), africanos e europeus. 
Os africanos trouxeram consigo a prática de cultos religiosos comuns em todo o território africano destinados à gratidão e aos pedidos aos orixás.
 Leia também: A origem dos terreiros de candomblé Tópicos deste artigo
1 - O que são orixás? 
2 - Candomblé 
3 - Umbanda 
4 - Relação dos orixás com os santos católicos 
5 - Conclusões 

 O que são orixás? 
Os orixás na mitologia africana são, em geral, divindades que ordenavam o mundo e estavam presentes, de maneira imanente, nas forças da natureza. Nesse movimento surgiram a umbanda, o candomblé (as duas principais religiões afro-brasileiras) e também outras denominações, como a quimbanda e o xambá. 
Como mostraremos neste texto, apesar das semelhanças entre as duas religiões por causa da mesma raiz, elas possuem grandes diferenças. 

 Candomblé 
O candomblé é mais antigo e está muito mais próximo dos ritos africanos, pois é uma junção mais pura e direta dos diversos cultos africanos trazidos pelos negros escravizados. Estima-se que surgiu na Bahia e espalhou-se, primeiramente, por terras nordestinas. Os rituais do candomblé são muito mais parecidos com os rituais africanos, com batuques, danças e oferendas.
 Como advém de povos diferentes, essa religião não é praticada de maneira única e possui, ao menos, quatro denominações diferentes: Ketu, de tradição yorubá, dos povos nagô; Jeje, de tradição fon, dos povos jeje; Bantu, de tradição bacongo, dos povos angolanos;
 Caboclo, junção das entidades africanas e dos espíritos cultuados pelos povos indígenas; Nos rituais do candomblé, são feitas oferendas (geralmente comidas típicas) para agradar aos orixás, acompanhadas de batuques e dança. As batucadas e os cantos que acompanham a música variam de acordo com a origem da denominação em prática no terreiro. 
Os ketus, por exemplo, têm cantos entoados em yorubá (língua dos povos daquela etnia), enquanto os bantus (angolanos) entoam cânticos em bantu bacongo. 
 No candomblé, não é comum a prática de incorporação ou da mediunidade. Os rituais em terreiros são espécies de festas em oferta, com comida farta, música e dança, o que na crença dessa religião atrai os espíritos ancestrais e os orixás. As pessoas presentes nesses rituais, quando iniciadas na religião, entram em uma espécie de transe e dançam de acordo com os seus orixás de cabeça (o orixá que guia a vida de cada pessoa). O sacerdócio nos terreiros de candomblé é exercido pelo Babalorixá (caso seja um homem) ou pela Yalorixá (caso seja uma mulher). Ao contrário da umbanda, os cultos dessa religião não utilizam drogas, como tabaco e álcool. A mitologia africana aponta, além dos orixás, a existência de um deus soberano, chamado de Olódùmarè. 
Quanto aos orixás cultuados, a quantidade varia de acordo com o tipo de candomblé. Em geral, há em torno de dezesseis ou vinte orixás, cada um com sua qualidade e especificidade. Os candomblecistas acreditam na imortalidade da alma e na reencarnação.
 Umbanda Nascida no Brasil em 1908 por meio de um jovem chamado Zélio Fernandino de Moraes, a umbanda (palavra originada do dialeto quimbunda que significa curandeirismo ou arte da cura) é uma religião afro-brasileira que sincretiza elementos dos cultos africanos com elementos das religiões indígenas, do catolicismo e do espiritismo kardecista. 
 Conta a história que Zélio Fernandino começou a apresentar um comportamento estranho, no qual parecia imitar um velho dizendo palavras ininteligíveis. Preocupados com o jovem, seus familiares levaram-no ao médico, que recomendou a visita a um padre. A família, porém, levou-o a um centro espírita, onde foi detectada a incorporação de um espírito que se autodenominava o Caboclo das Sete Encruzilhadas. 

A partir daí, o espírito começou a dar instruções sobre o que deveria ser feito, dando início à prática da umbanda. Por ser uma religião sincrética, a umbanda acredita na existência de um deus soberano chamado Olorum (equivalente a Olódùmarè), mantém uma relação de crença em relação aos orixás, porém diferente da crença candomblecista. Acredita na imortalidade da alma, na reencarnação e no carma, além de cultuar entidades, que seriam espíritos mais experientes que guiam as pessoas. Não pare agora... Tem mais depois da publicidade ;) A figura dos orixás aparece para os umbandistas como uma energia natural que é acessada pelos espíritos guias (as entidades) e passada por meio desses espíritos às pessoas. Um dos principais marcos cristãos presentes na umbanda, herdado do catolicismo e do espiritismo kardecista, é a prática da caridade. Na umbanda, somente quem pratica a caridade incondicionalmente é capaz de evoluir o seu espírito. 
 Os umbandistas, em seus rituais, tocam batuques e cantam cânticos sagrados em português, além de receberem incorporações (por meio dos médiuns) das entidades, que têm o poder de curar, aconselhar, avaliar e modificar a vida das pessoas. Por ser uma religião de crença bastante imanente, os espíritos ou entidades têm uma ligação muito forte com a vida terrena, por isso, têm ligação com elementos presentes na vida material como o consumo de fumos, de comidas e de bebidas (algumas alcoólicas) para realizarem o que chamam de trabalho (a incorporação no terreiro durante o ritual). Estas representações se ligam a uma simbologia sagrada para tais religiões e devem ser respeitadas. O sacerdócio em terreiros de umbanda é exercido pelo Pai de Santo (caso seja homem) ou pela Mãe de Santo (caso seja mulher). A umbanda também não é composta por uma vertente única. Após a sua disseminação por meio do médium Zélio Fernandino, várias vertentes diferentes começaram a aparecer. Em 1939, foi fundada a União Espírita de Umbanda do Brasil (UEUB), que institucionalizou essa religião, tornando-a mais consolidada teologicamente que o candomblé. A partir de então, a UEUB passa a organizar congressos de umbanda no Brasil, o que estimula o estudo e o fortalecimento da doutrina umbandista. Na umbanda, são cultuados nove orixás (Oxalá, Ogum, Oxossi, Xangô, Iemanjá, Oxum, Iansã, Nana Buruquê e Obaluaê/Omulú. Esses orixás representam as chamadas sete linhas da umbanda e, como foi dito, não há nos rituais um trabalho direto com os orixás, mas sim com as entidades, que são espíritos classificados de acordo com suas características, da seguinte maneira: Exus e Pombagiras: são mensageiros dos orixás (exu é o masculino, e pombagira, o feminino) – há um equívoco na interpretação dessas entidades, pois algumas tradições cristãs associaram-nas ao demônio. O candomblé também trata Exu de maneira diferente, pois, em sua crença,
 Exu é um orixá, e não uma entidade; 
 Caboclos: espíritos de índios, tanto guerreiros quanto curandeiros (pajés); Preto-velho e preta-velha: espíritos de escravos e escravas brasileiros, velhos e sábios; Erês (crianças): espíritos de crianças, puros e alegres, mas também dotados de alguma sabedoria; Baianos, marinheiros, malandros e boiadeiros: são entidades das chamadas linhas auxiliares, por algumas vertentes, ou de linhas regionais (a umbanda sofre diferenças de acordo com a localidade em que o terreiro está situado). Relação dos orixás com os santos católicos Os orixás, cultuados tanto na umbanda quanto no candomblé, foram associados por adeptos dessas duas religiões aos santos católicos. Isso porque durante, o período colonial, quando os primeiros africanos foram raptados e trazidos para terras brasileiras como escravos, a religião oficial da colônia era o catolicismo e qualquer ritual pagão era duramente coibido. Para cultuarem seus orixás, os africanos foram aprendendo a disfarçar seus rituais, criando um código onde cada orixá fosse representado por um ou mais santos do catolicismo. Assim, Iemanjá, por exemplo, era representada por Nossa Senhora da Conceição; Xangô, por São João; Ogum, por São Jorge; Oxalá, por Jesus etc. Conclusões A umbanda e o candomblé não são religiões puramente africanas, mas de matriz africana e fundadas no Brasil. Apesar de uma raiz em comum, o candomblé está mais próximo dos cultos africanos, por ter sido mais preservado, não se misturando tanto com outras religiões. Nos ritos do candomblé, são celebradas as energias trazidas pelos orixás, que provocam um efeito de transe nos adeptos dessa religião, que dançam em meio a cantos, batuques e comida oferecida aos orixás. Já a umbanda misturou, de maneira mais visível, catolicismo, espiritismo e o candomblé, fundando uma doutrina baseada em ideais dessas três religiões distintas. Por ter sido mais difundida, a umbanda consolidou-se melhor enquanto doutrina e instituição religiosa, o que a fortaleceu no Brasil.

 Por Francisco Porfírio Graduado em Filosofia" 

 Veja mais sobre "Diferença entre o candomblé e a umbanda" em: https://brasilescola.uol.com.br/religiao/diferenca-entre-candomble-umbanda.htm

quarta-feira, 17 de abril de 2024

UMBANDA EAD

 Aprenda quem são os Orixás e as Entidades do Terreiro e c/ cultua-los em casa em segurança. Acrescente os estudos a sua vivência de terreiro e entenda sobre a religião de forma única. Acesse nosso site. Parcele seus estudos. Fale com a equipe Umbanda.

LINK PARA O SITE



segunda-feira, 21 de outubro de 2013

Defumação

Defumação

Defumação
A defumação é essencial para qualquer trabalho num terreiro de Umbanda.
É também uma das coisas que mais chamam a atenção de quem vai pela primeira vez assistir a um trabalho.
Em geral a defumação na Umbanda é sempre acompanhada de pontos cantados específicos para defumação.
Desde os tempos imemoriais, dos homens das cavernas, que a queima de ervas e resinas é atribuída à possibilidade da modificação ambiental, através da defumação. Na Umbanda, como em outras religiões, seitas e dogmas, também nos usamos desse expediente, que tem a função principal limpar e equilibrar o ambiente de trabalho de acordo com a necessidade.
Ao queimarmos as ervas, liberamos em alguns minutos de defumação todo o poder energético aglutinado em meses ou anos absorvido do solo da Terra, da energia dos raios de sol, da lua, do ar, além dos próprios elementos constitutivos das ervas. Deste modo, projeta-se uma força capaz de desagregar miasmas astrais que dominam a maioria dos ambientes humanos, produto da baixa qualidade de pensamentos e desejos, como raiva, vingança, inveja, orgulho, mágoa, etc.
Existem, para cada objetivo que se tem ao fazer-se uma defumação, diferentes tipos de ervas, que associadas, permitem energizar e harmonizar pessoas e ambientes, pois ao queimá-las, produzem reações agradáveis ou desagradáveis no mundo invisível. Há vegetais cujas auras são agressivas, repulsivas, picantes ou corrosivas, que põem em fuga alguns desencarnados de vibração inferior.
Existem dois tipos de defumação;
a defumação de descarrego e defumação lustral.

Defumação de Descarrego

Serve para afastar seres do baixo astral, e dissipar larvas astrais que impregnam um ambiente, tornando-o pesado e de difícil convivência para as pessoas que nele habitam.
Pois bem, a defumação tem o poder de desagregar estas cargas, através dos elementos que a compõe, pois interpenetra os campos astral, mental e a aura, tornando-os novamente "libertos" de tal peso para produzirem seu funcionamento normal.

Defumação Lustral

Além de afastar alguns resquícios que por ventura tenham ficado depois da defumação de descarrego, ela atrai para estes ambientes, correntes positivas dos Orixás, Caboclos, e Pretos Velhos, que se encarregarão de abrir seus caminhos.
Não esqueça que a defumação lustral deverá ser feita depois da defumação de descarrego.

terça-feira, 27 de novembro de 2012

Toques de Umbanda - CD

Este CD mostra que não precisa ter gritaria, para ser um toque de Umbanda.
Zé Maurício Machline, mostrou muito bem isso. Músicas que todos podem escutar sem incomodar.
Baixe este CD e promova o que há de mais belo nesta religião, além da caridade.
Para fazer o Download clique aqui .

terça-feira, 28 de agosto de 2012

quinta-feira, 9 de agosto de 2012

O poder da palavra na água


As emoções da água

Por Eduardo Araia

     Os flocos de neve, como se sabe, têm suas "impressões digitais" – nenhum deles é igual aos outros. Cada um é uma coleção de cristais de gelo congelados juntos. Mas a versão dominante da água na Terra, em estado líquido - tanto a de uma nascente quanto a tratada para consumo nas grandes cidades, por exemplo -, parece sempre igual. Será mesmo?



Masaru Emoto presidente da Sociedade Internacional Hado, do Japão, voltada a investigação das energias sutis da natureza e do homem em sua relação com a consciência humana
     O pesquisador japonês Masaru Emoto, especialista em medicinas naturais e estudioso das energias sutis que nos cercam e sua relação com a consciência humana, decidiu investigar o assunto desde as décadas de 80 e 90. As informações que colheu nos dão uma dimensão muito mais rica e complexa do líquido essencial para a vida no planeta, ocupante de cerca de 75% da superfície terrestre é de 65% do corpo humano adulto. Emoto acredita que a água tem mensagens importantes a nos transmitir. Ele assegura que a vibração que envolve pensamentos, palavras e músicas e capaz de mudar a estrutura molecular da água.
     Emoto voltou-se para esse tema a partir do contato com o americano Lee Lorenzen, bioquímico formado pela Universidade de Berkeley, na Califórnia, que desenvolveu a chamada "água microparticulada" (ou água de ressonância magnética). Com Lorenzen, Emoto conheceu um aparelho fundamental, que lhe permitiu medir a energia vital (por ele denominada hado): o Analisador de Ressonância Magnética, ou, na sigla em inglês, MRA. Com o MRA, Emoto conseguiu que uma quantidade de água impregnada com as vibrações hado transmitisse essa energia para determinado volume de água microparticulada preparada por Lorenzen. Energizado, esse líquido mostrou-se útil no tratamento de saúde de algumas pessoas.
Água e palavras

Outra experiência curiosa feita pela equipe de Emoto foi envolver as amostras de água destilada com papéis nos quais estavam escritas palavras diferentes, em línguas como japonês, inglês e coreano. A influência, é claro, pode não ser simplesmente dos dizeres, mas das mentes dos pesquisadores envolvidos no processo, mas os resultados merecem ser observados. Entre os exemplos mais destacados estão o de "obrigado" em japonês e inglês (fotos acima, respectivamente). Os cristais resultantes são perfeitos, belos e luminosos.

As fotos acima são de cristais produzidos por amostras da mesma água destilada envolvidas em papel com a frase "Você a estúpido" em japonês e inglês. A água não consegue formar cristais regulares.

As amostras de água das fotos acima foram envolvidas em papéis com os dizeres "Alma" (esquerda) e "Demônio" (direita). Os resultados são impressionantes. No primeiro caso, a foto mostra um cristal regular, luminoso e de grande beleza. No segundo caso, a estrutura resultante é escura e caótica.



quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012

Sincretismo na Umbanda

Houve um triste tempo em nosso país onde os negros trazidos à força da África sofriam com a saudade de seus lares, parentes e amigos.
Obrigados a uma rotina de maus tratos torturante sentiam falta de seus ritos tradicionais com danças, cantos e louvores aos orixás de sua terra. Ao observarem a fé de seus senhores totalmente direcionada aos cultos católicos, os negros passaram a disfarçar seus hábitos religiosos usando os santos da igreja como “sombra” para seus deuses.
Colocavam imagens católicas no meio de suas rodas e louvavam durante a noite as suas divindades, sempre dizendo aos feitores que era o jeito africano de homenagear os santos de seus senhores. Estes, por sua vez, estranhavam os batuques e os cantos em linguagem indecifrável, o que fazia tudo parecer feitiçaria, mas ficavam tranquilizados ao saberem que eram festas para os santos católicos, chegando, às vezes, a freqüentar as rodas religiosas. Desse pequeno embuste surgiu a tradição do uso de imagens católicas para identificar os santos de Umbanda e Candomblé, o que na realidade não existe. Claro que hoje esse sincretismo deixou de ser necessário, mas os pais de santo admitem que ao se ter uma imagem para direcionar suas preces e pedidos, os filhos sentem-se mais a vontade, pois os Orixás são forças da natureza, energia vibrante do vento, da chuva, do fogo e assim por diante.
Como relacionar nossas orações a essas energias sem uma imagem que as torne mais “palpáveis”?
Tudo vale desde que haja o respeito e a fé necessários para um bom trabalho. Que as mentes estejam direcionadas para a energia que o congá nos transmite e eleve nossos pedidos e pensamentos até o Pai celestial e que os santos, católicos ou não, nos ajudem como mensageiros Dele, que na verdade os são. Respeitemos então o sincretismo como tradição que devemos aceitar e resguardar para o futuro de nossa religião. A Umbanda é um celeiro de fé e nela cabem todas as espécies de crenças que possam nos levar ao objetivo maior de amor e caridade pregado pelas nossas entidades.