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sexta-feira, 6 de março de 2026

Podcast Umbanda de Verdade

 



Umbanda de Verdade Podcast é um espaço de reflexão, fundamento e posicionamento sobre a Umbanda a partir de sua base afro-indígena, histórica e ancestral.
Aqui, a Umbanda não é tratada como estética ou discurso de conforto, mas como tecnologia espiritual construída na diáspora, atravessada por colonialidade, resistência e continuidade.
Os episódios propõem conversas diretas, críticas e responsáveis sobre tradição, ética, memória e poder.
🎧 Apoie: https://apoia.se/umbandadeverdade
📲 Instagram: @umbanda_de_verdade

terça-feira, 4 de junho de 2024

Diferença entre o Candomblé e a Umbanda

A umbanda e o candomblé são duas religiões nascidas no Brasil e que compartilham a mesma matriz africana. Porém, existem muitas diferenças entre essas duas vertentes religiosas, tanto históricas quanto teológicas.

"Diferentemente das três grandes religiões monoteístas ocidentais (o cristianismo, o judaísmo e o islamismo), a umbanda e o candomblé não possuem uma tradição escrita marcada por um livro sagrado, como a bíblia, a torá e o corão. 
As religiões retratadas neste artigo possuem uma origem comum, nos ritos africanos, e uma tradição marcada essencialmente pela oralidade e, no caso do candomblé, pelo aprendizado religioso direto por meio da prática cotidiana da religião no terreiro (local onde são realizados os rituais religiosos tanto da umbanda quanto do candomblé). A cruel escravização de povos africanos em terras brasileiras ocasionou a mistura de povos e culturas diferentes.
 Em nosso país, fundiram-se a cultura, o sangue e os costumes de povos nativos (indígenas), africanos e europeus. 
Os africanos trouxeram consigo a prática de cultos religiosos comuns em todo o território africano destinados à gratidão e aos pedidos aos orixás.
 Leia também: A origem dos terreiros de candomblé Tópicos deste artigo
1 - O que são orixás? 
2 - Candomblé 
3 - Umbanda 
4 - Relação dos orixás com os santos católicos 
5 - Conclusões 

 O que são orixás? 
Os orixás na mitologia africana são, em geral, divindades que ordenavam o mundo e estavam presentes, de maneira imanente, nas forças da natureza. Nesse movimento surgiram a umbanda, o candomblé (as duas principais religiões afro-brasileiras) e também outras denominações, como a quimbanda e o xambá. 
Como mostraremos neste texto, apesar das semelhanças entre as duas religiões por causa da mesma raiz, elas possuem grandes diferenças. 

 Candomblé 
O candomblé é mais antigo e está muito mais próximo dos ritos africanos, pois é uma junção mais pura e direta dos diversos cultos africanos trazidos pelos negros escravizados. Estima-se que surgiu na Bahia e espalhou-se, primeiramente, por terras nordestinas. Os rituais do candomblé são muito mais parecidos com os rituais africanos, com batuques, danças e oferendas.
 Como advém de povos diferentes, essa religião não é praticada de maneira única e possui, ao menos, quatro denominações diferentes: Ketu, de tradição yorubá, dos povos nagô; Jeje, de tradição fon, dos povos jeje; Bantu, de tradição bacongo, dos povos angolanos;
 Caboclo, junção das entidades africanas e dos espíritos cultuados pelos povos indígenas; Nos rituais do candomblé, são feitas oferendas (geralmente comidas típicas) para agradar aos orixás, acompanhadas de batuques e dança. As batucadas e os cantos que acompanham a música variam de acordo com a origem da denominação em prática no terreiro. 
Os ketus, por exemplo, têm cantos entoados em yorubá (língua dos povos daquela etnia), enquanto os bantus (angolanos) entoam cânticos em bantu bacongo. 
 No candomblé, não é comum a prática de incorporação ou da mediunidade. Os rituais em terreiros são espécies de festas em oferta, com comida farta, música e dança, o que na crença dessa religião atrai os espíritos ancestrais e os orixás. As pessoas presentes nesses rituais, quando iniciadas na religião, entram em uma espécie de transe e dançam de acordo com os seus orixás de cabeça (o orixá que guia a vida de cada pessoa). O sacerdócio nos terreiros de candomblé é exercido pelo Babalorixá (caso seja um homem) ou pela Yalorixá (caso seja uma mulher). Ao contrário da umbanda, os cultos dessa religião não utilizam drogas, como tabaco e álcool. A mitologia africana aponta, além dos orixás, a existência de um deus soberano, chamado de Olódùmarè. 
Quanto aos orixás cultuados, a quantidade varia de acordo com o tipo de candomblé. Em geral, há em torno de dezesseis ou vinte orixás, cada um com sua qualidade e especificidade. Os candomblecistas acreditam na imortalidade da alma e na reencarnação.
 Umbanda Nascida no Brasil em 1908 por meio de um jovem chamado Zélio Fernandino de Moraes, a umbanda (palavra originada do dialeto quimbunda que significa curandeirismo ou arte da cura) é uma religião afro-brasileira que sincretiza elementos dos cultos africanos com elementos das religiões indígenas, do catolicismo e do espiritismo kardecista. 
 Conta a história que Zélio Fernandino começou a apresentar um comportamento estranho, no qual parecia imitar um velho dizendo palavras ininteligíveis. Preocupados com o jovem, seus familiares levaram-no ao médico, que recomendou a visita a um padre. A família, porém, levou-o a um centro espírita, onde foi detectada a incorporação de um espírito que se autodenominava o Caboclo das Sete Encruzilhadas. 

A partir daí, o espírito começou a dar instruções sobre o que deveria ser feito, dando início à prática da umbanda. Por ser uma religião sincrética, a umbanda acredita na existência de um deus soberano chamado Olorum (equivalente a Olódùmarè), mantém uma relação de crença em relação aos orixás, porém diferente da crença candomblecista. Acredita na imortalidade da alma, na reencarnação e no carma, além de cultuar entidades, que seriam espíritos mais experientes que guiam as pessoas. Não pare agora... Tem mais depois da publicidade ;) A figura dos orixás aparece para os umbandistas como uma energia natural que é acessada pelos espíritos guias (as entidades) e passada por meio desses espíritos às pessoas. Um dos principais marcos cristãos presentes na umbanda, herdado do catolicismo e do espiritismo kardecista, é a prática da caridade. Na umbanda, somente quem pratica a caridade incondicionalmente é capaz de evoluir o seu espírito. 
 Os umbandistas, em seus rituais, tocam batuques e cantam cânticos sagrados em português, além de receberem incorporações (por meio dos médiuns) das entidades, que têm o poder de curar, aconselhar, avaliar e modificar a vida das pessoas. Por ser uma religião de crença bastante imanente, os espíritos ou entidades têm uma ligação muito forte com a vida terrena, por isso, têm ligação com elementos presentes na vida material como o consumo de fumos, de comidas e de bebidas (algumas alcoólicas) para realizarem o que chamam de trabalho (a incorporação no terreiro durante o ritual). Estas representações se ligam a uma simbologia sagrada para tais religiões e devem ser respeitadas. O sacerdócio em terreiros de umbanda é exercido pelo Pai de Santo (caso seja homem) ou pela Mãe de Santo (caso seja mulher). A umbanda também não é composta por uma vertente única. Após a sua disseminação por meio do médium Zélio Fernandino, várias vertentes diferentes começaram a aparecer. Em 1939, foi fundada a União Espírita de Umbanda do Brasil (UEUB), que institucionalizou essa religião, tornando-a mais consolidada teologicamente que o candomblé. A partir de então, a UEUB passa a organizar congressos de umbanda no Brasil, o que estimula o estudo e o fortalecimento da doutrina umbandista. Na umbanda, são cultuados nove orixás (Oxalá, Ogum, Oxossi, Xangô, Iemanjá, Oxum, Iansã, Nana Buruquê e Obaluaê/Omulú. Esses orixás representam as chamadas sete linhas da umbanda e, como foi dito, não há nos rituais um trabalho direto com os orixás, mas sim com as entidades, que são espíritos classificados de acordo com suas características, da seguinte maneira: Exus e Pombagiras: são mensageiros dos orixás (exu é o masculino, e pombagira, o feminino) – há um equívoco na interpretação dessas entidades, pois algumas tradições cristãs associaram-nas ao demônio. O candomblé também trata Exu de maneira diferente, pois, em sua crença,
 Exu é um orixá, e não uma entidade; 
 Caboclos: espíritos de índios, tanto guerreiros quanto curandeiros (pajés); Preto-velho e preta-velha: espíritos de escravos e escravas brasileiros, velhos e sábios; Erês (crianças): espíritos de crianças, puros e alegres, mas também dotados de alguma sabedoria; Baianos, marinheiros, malandros e boiadeiros: são entidades das chamadas linhas auxiliares, por algumas vertentes, ou de linhas regionais (a umbanda sofre diferenças de acordo com a localidade em que o terreiro está situado). Relação dos orixás com os santos católicos Os orixás, cultuados tanto na umbanda quanto no candomblé, foram associados por adeptos dessas duas religiões aos santos católicos. Isso porque durante, o período colonial, quando os primeiros africanos foram raptados e trazidos para terras brasileiras como escravos, a religião oficial da colônia era o catolicismo e qualquer ritual pagão era duramente coibido. Para cultuarem seus orixás, os africanos foram aprendendo a disfarçar seus rituais, criando um código onde cada orixá fosse representado por um ou mais santos do catolicismo. Assim, Iemanjá, por exemplo, era representada por Nossa Senhora da Conceição; Xangô, por São João; Ogum, por São Jorge; Oxalá, por Jesus etc. Conclusões A umbanda e o candomblé não são religiões puramente africanas, mas de matriz africana e fundadas no Brasil. Apesar de uma raiz em comum, o candomblé está mais próximo dos cultos africanos, por ter sido mais preservado, não se misturando tanto com outras religiões. Nos ritos do candomblé, são celebradas as energias trazidas pelos orixás, que provocam um efeito de transe nos adeptos dessa religião, que dançam em meio a cantos, batuques e comida oferecida aos orixás. Já a umbanda misturou, de maneira mais visível, catolicismo, espiritismo e o candomblé, fundando uma doutrina baseada em ideais dessas três religiões distintas. Por ter sido mais difundida, a umbanda consolidou-se melhor enquanto doutrina e instituição religiosa, o que a fortaleceu no Brasil.

 Por Francisco Porfírio Graduado em Filosofia" 

 Veja mais sobre "Diferença entre o candomblé e a umbanda" em: https://brasilescola.uol.com.br/religiao/diferenca-entre-candomble-umbanda.htm

quarta-feira, 17 de abril de 2024

UMBANDA EAD



Aprenda quem são os Orixás e as Entidades do Terreiro e c/ cultua-los em casa em segurança. Acrescente os estudos a sua vivência de terreiro e entenda sobre a religião de forma única. Acesse nosso site. Parcele seus estudos. Fale com a equipe Umbanda.

LINK PARA O SITE



segunda-feira, 21 de outubro de 2013

Defumação

Defumação

Defumação
A defumação é essencial para qualquer trabalho num terreiro de Umbanda.
É também uma das coisas que mais chamam a atenção de quem vai pela primeira vez assistir a um trabalho.
Em geral a defumação na Umbanda é sempre acompanhada de pontos cantados específicos para defumação.
Desde os tempos imemoriais, dos homens das cavernas, que a queima de ervas e resinas é atribuída à possibilidade da modificação ambiental, através da defumação. Na Umbanda, como em outras religiões, seitas e dogmas, também nos usamos desse expediente, que tem a função principal limpar e equilibrar o ambiente de trabalho de acordo com a necessidade.
Ao queimarmos as ervas, liberamos em alguns minutos de defumação todo o poder energético aglutinado em meses ou anos absorvido do solo da Terra, da energia dos raios de sol, da lua, do ar, além dos próprios elementos constitutivos das ervas. Deste modo, projeta-se uma força capaz de desagregar miasmas astrais que dominam a maioria dos ambientes humanos, produto da baixa qualidade de pensamentos e desejos, como raiva, vingança, inveja, orgulho, mágoa, etc.
Existem, para cada objetivo que se tem ao fazer-se uma defumação, diferentes tipos de ervas, que associadas, permitem energizar e harmonizar pessoas e ambientes, pois ao queimá-las, produzem reações agradáveis ou desagradáveis no mundo invisível. Há vegetais cujas auras são agressivas, repulsivas, picantes ou corrosivas, que põem em fuga alguns desencarnados de vibração inferior.
Existem dois tipos de defumação;
a defumação de descarrego e defumação lustral.

Defumação de Descarrego

Serve para afastar seres do baixo astral, e dissipar larvas astrais que impregnam um ambiente, tornando-o pesado e de difícil convivência para as pessoas que nele habitam.
Pois bem, a defumação tem o poder de desagregar estas cargas, através dos elementos que a compõe, pois interpenetra os campos astral, mental e a aura, tornando-os novamente "libertos" de tal peso para produzirem seu funcionamento normal.

Defumação Lustral

Além de afastar alguns resquícios que por ventura tenham ficado depois da defumação de descarrego, ela atrai para estes ambientes, correntes positivas dos Orixás, Caboclos, e Pretos Velhos, que se encarregarão de abrir seus caminhos.
Não esqueça que a defumação lustral deverá ser feita depois da defumação de descarrego.

terça-feira, 27 de novembro de 2012

Toques de Umbanda - CD

Este CD mostra que não precisa ter gritaria, para ser um toque de Umbanda.
Zé Maurício Machline, mostrou muito bem isso. Músicas que todos podem escutar sem incomodar.
Baixe este CD e promova o que há de mais belo nesta religião, além da caridade.
Para fazer o Download clique aqui .

terça-feira, 28 de agosto de 2012

quinta-feira, 9 de agosto de 2012

A Água tem Memória? O que a Ciência de Masaru Emoto Revela sobre Nossas Palavras

Você já parou para pensar que a água que você bebe pode estar "ouvindo" seus pensamentos?
Sabemos que cada floco de neve é único, como uma impressão digital da natureza. Mas, quando olhamos para a água líquida — seja de uma nascente ou da torneira —, ela parece sempre igual. O pesquisador japonês Masaru Emoto decidiu olhar mais de perto e descobriu que a realidade é muito mais fascinante (e sensível) do que imaginávamos.
🧠 A Consciência Moldando a Matéria
Desde os anos 80, Emoto investiga o impacto das energias sutis (que ele chama de Hado) na estrutura molecular da água. Considerando que 75% do planeta e 65% do nosso corpo são feitos de água, as descobertas dele mudam completamente a forma como enxergamos nossa própria biologia.
Com a ajuda de tecnologia de ressonância magnética, Emoto provou que a água não apenas transporta nutrientes, mas também vibrações.
✨ O Poder das Palavras: Gratidão vs. Negatividade
O experimento mais famoso de sua equipe envolveu expor amostras de água a diferentes palavras e músicas. O resultado, capturado em fotografias de alta precisão dos cristais congelados, é de tirar o fôlego:
  • Palavras de Luz: Ao ser exposta a termos como "Obrigado""Amor" ou "Alma", a água formou cristais hexagonais perfeitos, brilhantes e de geometria sagrada.
  • Palavras de Caos: Quando exposta a frases como "Você é estúpido" ou à palavra "Demônio", a estrutura colapsou. O que se viu foram formas escuras, assimétricas e desordenadas.
🎶 Música e Intenção
A influência não parou nas palavras escritas. Músicas clássicas e orações geraram cristais belíssimos, enquanto sons agressivos desestruturaram completamente a harmonia das moléculas.
A pergunta que fica é inevitável: se nossos pensamentos podem transformar a estrutura da água em um copo, o que eles estão fazendo com a água dentro do nosso próprio corpo?




quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012

Sincretismo na Umbanda

Houve um triste tempo em nosso país onde os negros trazidos à força da África sofriam com a saudade de seus lares, parentes e amigos.
Obrigados a uma rotina de maus tratos torturante sentiam falta de seus ritos tradicionais com danças, cantos e louvores aos orixás de sua terra. Ao observarem a fé de seus senhores totalmente direcionada aos cultos católicos, os negros passaram a disfarçar seus hábitos religiosos usando os santos da igreja como “sombra” para seus deuses.
Colocavam imagens católicas no meio de suas rodas e louvavam durante a noite as suas divindades, sempre dizendo aos feitores que era o jeito africano de homenagear os santos de seus senhores. Estes, por sua vez, estranhavam os batuques e os cantos em linguagem indecifrável, o que fazia tudo parecer feitiçaria, mas ficavam tranquilizados ao saberem que eram festas para os santos católicos, chegando, às vezes, a freqüentar as rodas religiosas. Desse pequeno embuste surgiu a tradição do uso de imagens católicas para identificar os santos de Umbanda e Candomblé, o que na realidade não existe. Claro que hoje esse sincretismo deixou de ser necessário, mas os pais de santo admitem que ao se ter uma imagem para direcionar suas preces e pedidos, os filhos sentem-se mais a vontade, pois os Orixás são forças da natureza, energia vibrante do vento, da chuva, do fogo e assim por diante.
Como relacionar nossas orações a essas energias sem uma imagem que as torne mais “palpáveis”?
Tudo vale desde que haja o respeito e a fé necessários para um bom trabalho. Que as mentes estejam direcionadas para a energia que o congá nos transmite e eleve nossos pedidos e pensamentos até o Pai celestial e que os santos, católicos ou não, nos ajudem como mensageiros Dele, que na verdade os são. Respeitemos então o sincretismo como tradição que devemos aceitar e resguardar para o futuro de nossa religião. A Umbanda é um celeiro de fé e nela cabem todas as espécies de crenças que possam nos levar ao objetivo maior de amor e caridade pregado pelas nossas entidades.

FILHOS DE XANGÔ

Xangô, o Deus da Justiça, Senhor das pedreiras, exerce uma influência muito forte em seu filho.
Todos os Orixás, evidentemente, são justos, e transmitem este sentimento aos seus filhos. Entretanto, em Xangô, a justiça deixa de ser uma virtude, para ser uma obsessão, o que faz de seu filho um sofredor, principalmente porquê o parâmetro da Justiça é o seu julgamento, e não o da Justiça Divina, quase sempre diferente do nosso, o da Terra.Esta analise é muito importante.
O filho de Xangô apresenta um tipo firme, enérgico, seguro e absolutamente austero. Sua fisionomia, mesmo a jovem, apresenta uma velhice precoce, sem lhe tirar, em absoluto, a beleza ou a alegria. Tem comportamento medido.É incapaz de dar um passo maior que a perna e todas as suas atividades e resoluções baseiam-se na segurança e chão firme, que gosta de pisar. É tímido no contato, mas assume facilmente o poder do mando.
Eterno conselheiro e não gosta de ser contrariado, podendo facilmente sair da serenidade para a violência, mas tudo medido, calculado e esquematizado. Acalma-se com a mesma facilidade quando sua opinião é aceita.
Não guarda rancor, a discrição faz de seu vestuário um modelo tradicional. Quando o filho de Xangô, consegue equilibrar o seu senso de Justiça, transferindo o seu próprio julgamento para o Julgamento Divino, cuja a sentença não nos é permitida, torna-se uma pessoa admirável. O medo de cometer injustiças muitas vezes retarda suas decisões, o que, ao contrario de lhe prejudicar, só lhe traz benefícios.
O grande defeito dele é julgar os outros. Se aprender a dominar esta característica, torna-se um legitimo representante do Home Velho, Senhor da Justiça, Rei da Pedreira.
Falando em Pedreira, adora colecionar pedras.


Cor: Marrom.
Ervas: Folhas de Limoeiro, Erva Moura, Erva Lirio, Folhas de Café, Folhas de Mangueira e Erva de Xangô.


Sincretismo: Xangô Caô = São Jerônimo; Xangô Agodô = São João Batista; Xangô Aganjú = São Pedro.


(não faça ao próximo o que não gostaria que fosse feito pra você)







sexta-feira, 3 de fevereiro de 2012

O que falta na Umbanda? por Pai João de Angola

O QUE FALTA NA UMBANDA?

Dia destes, ao final de uma gira de desenvolvimento mediúnico, manifestou-se Pai João de Angola, um Preto Velho.
Como de costume, acendeu seu cachimbo, cumprimentou os presentes e chamou todos para bem perto dele e após se acomodarem ele pediu que todos respondessem uma pergunta simples:
“ – Do que a Umbanda precisa?”
E assim um a um foram respondendo:
“- Mais união...”“ – Mais estudo...”
“ – Mais divulgação...”
“ – Mais respeito...”
“ – Mais reconhecimento...”
Mais, mais e mais...
Após todos manifestarem suas opiniões, Pai João sorriu e disparou:
“ – Muito se diz do que a Umbanda precisa, não é? E eu digo que a Umbanda precisa de Filhos!”
Silêncio repentino no ambiente.
Naturalmente os filhos ficaram surpresos e ansiosos para a conclusão desta afirmação.
Pai João pitou, pensou, pitou, sorriu e continuou:
“É isso, a Umbanda precisa sobretudo de FILHOS.

Porque um filho jamais nega sua mãe, sua origem, sua natureza. Quando alguém questiona vocês sobre o nome de sua mãe, vocês procuram dar um outro nome a ela que não seja o verdadeiro? Um filho nem pensa nisso, simplesmente revela a verdade. Assim é um verdadeiro Filho de Umbanda, não nega sua religião, nem conseguiria, pois seria o mesmo que negar a origem de sua vida seria o mesmo que negar o nome de sua mãe.
Um filho de Umbanda, dentro do terreiro limpa o chão como devoção e não como uma chata necessidade de faxinar.
Um filho de Umbanda dá o melhor de si para e pelo o terreiro, pois sente que ali, no terreiro ele está na casa de sua mãe.
Um filho de Umbanda ama e respeita seus irmãos de fé, pois são filhos da mesma mãe e sabem que por honra e respeito a ela é que precisam se amar, se respeitar e se fortalecer.
Um filho de Umbanda sente naturalmente que o terreiro é a casa de sua mãe, onde ele encontra sua família e por isso quando não está no terreiro sente-se ansioso para retornar e sempre que lá está é um momento de alegria e prazer.
Um filho de Umbanda não precisa aprender o que é gratidão. Porque sua entrega verdadeira no convívio com sua mãe, a Umbanda, já lhe ensina por observação o que é humildade, cidadania, família, caridade e todas as virtudes básicas que um filho educado carrega consigo.
Um filho de Umbanda não espera ser escalado ou designado por uma ordem superior para fazer e colaborar com o terreiro, ele por si só observa as necessidades e se voluntaria, pois lhe é muito satisfatório agradar sua mãe, a Umbanda.
Um filho de Umbanda sabe o que é ser Filho e sabe o que é ter uma Mãe.

domingo, 5 de dezembro de 2010

Linha das Sereias na Umbanda.

As "sereias" são seres que nunca encarnaram e atuam como seres encantados como os elementais. São seres naturais. São regidas por Yemanjá, Oxum, Oxumaré e Nanã. Na Umbanda-Astrológica são regidas pela Lua, pelo signo de Peixes, Câncer e Escorpião.

As sereias "verdadeiras" são seres naturais regidas especialmente por Yemanjá. Num sentido esotérico elas representam as Ondinas, ou antigas sereias, são mais velhas e são regidas por Nanã Buruquê. Já as encantadas elementais aquáticas, são regidas por Oxum.

A Umbanda tradicional não reconhece Oxumaré como regendo também as sereias, mas como este signo representa a transformação e a magia é quem possibilita a vinda das sereias a Terra em forma de Mulher.

Todas incorporam nos cantos de Yemanjá, mas podem-se cantar cantos de Oxum e Nanã durante suas manifestações, que elas respondem, dançando suas danças rituais, mais rápidas nos cantos de Oxum e mais lentas nos cantos de Nanã. Elas têm um poder de limpeza, purificação e descarga de energias negativas superior a qualquer outra das linhas de trabalhos de Umbanda Sagrada. No entanto há pessoas que não se sentem bem com a influencia dessas forças se não conseguirem manifestar a mediunidade com harmonia e equilíbrio. Sendo esta uma das linhas que causam epilepsia e na Umbanda-Astrológica se revela na Vibração Lua/Netuno.

Elas não falam, só emitem um canto, que na verdade é a sonorização de um poderoso "mantra aquático", diluidor de energias, vibrações e formas-pensamento que se acumulam dentro dos centros ou nos campos vibratórios dos médiuns e dos assistentes. E é por isso que muitos que possuem uma sensibilidade muito forte não conseguem dominar essa energia e torna-se dominados por ela. Assim tem muitos distúrbios mentais e choques no sistema nervoso. E tudo isso é piorado quando a família passa a drogá-lo com remédios muito fortes para epilepsia.

Essa é uma linha poderosa, mas pouco solicitada para trabalhos junto à natureza. Até porque não são todos que conseguem compreende-la corretamente. Elas são ótimas para anular magias negativas, afastar obsessores e espíritos desequilibrados ou vingativos. Também são poderosas se solicitadas para limpeza de lares e para harmonização de casais ou famílias. Para oferendar as sereias, deve-se levar ao mar, aos lagos ou às cachoeiras: rosas brancas, velas brancas,azuis, amarelas e lilases, champanhe, frutas em calda e licores. Mas se contata mais facilmente essas energias e vibrações através de cristais com mentalizações e pontos cantados.



É um mistério que precisa ser mais bem estudado, usado e compreendido pelos umbandistas. Pois se sabe ainda muito pouco sobre elas.



Já sobre os Marinheiros a Umbanda tem nessa linha de espíritos do mar uma de suas linhas de trabalhos espirituais. Segundo se sabe eles são espíritos alegres e cordiais que gostam de imitar os marujos nos tombadilhos dos navios em dias de tempestade. Mas, na verdade são seus magnetismos aquáticos que lhe dão a impressão de que o solo está se movendo sobre os seus pés. Fato este que os obriga a se locomoverem constantemente para a frente e para trás, tal como fazem as sereias quando incorporam nas suas médiuns.Os marinheiros são realmente espíritos de antigos piratas, marujos, guardas marinhos, pescadores e capitães do mar. São regidos por Yemanjá e Oxalá, mas atuam também sob a irradiação de Yansã, Oxum e Obaluayê, etc. se as Sereis se revela com a Vibração Lua/Netuno, os marinheiros se revelam com Netuno/Mercúrio ou Júpiter/Mercúrio.



Esses bem humorados senhores trabalham dando a impressão que estão " Bêbados", as vezes falam como se tivessem indagando e que gostam de tomar rum enquanto dão consulta às pessoas. Por isso é que se - deve doutriná-los e servir-lhes só o mínimo necessário para regularem seus magnetismos e permanecerem " equilibrados" enquanto atendem as pessoas. Eles são ótimos para casos de doenças, para cortar demandas e para descarregar os locais de trabalhos espirituais, ensinando receitas bem formuladas e bem feitas.



Salve conchinha de prata;
salve quem aqui está!
Salve a Mãe Sereia,
que veio nos ajudar!

Salve conchinha de prata!
Salve o povo do mar;
salve a Mãe Sereia,
que todo mal vai levar!

Salve conchinha de prata;
Salve estrela do mar;
salve a Mãe Serei,
Rainha Iemanjá.

Ponto de N. A. Molina.



Salve o povo da água!



Carlinhos Lima – Astrólogo, Tarólogo e Pesquisador.
 


ORAÇÃO DO PAI NOSSO NA UMBANDA




PAI NOSSO QUE ESTAIS NOS CÉUS,

NAS MATAS, NOS MARES E EM TODOS

OS MUNDOS HABITADOS.

SANTIFICADO SEJA O TEU NOME,

PELOS TEUS FILHOS, PELA NATUREZA,

PELAS ÁGUAS, PELA LUZ E PELO AR

QUE RESPIRAMOS.

QUE O TEU REINO, REINO DO BEM,

DO AMOR E DA FRATERNIDADE,

NOS UNA À TODOS E A TUDO QUE

CRIASTES, EM TORNO DA SAGRADA

CRUZ, AOS PÉS DO DIVINO SALVADOR

E REDENTOR.

QUE A TUA VONTADE NOS

CONDUZA SEMPRE PARA O CULTO DO

AMOR E DA CARIDADE.

DAI-NOS HOJE E SEMPRE A

VONTADE FIRME PARA SERMOS

VIRTUOSOS E ÚTEIS AOS NOSSOS

SEMELHANTES.

DAI-NOS HOJE O PÃO DO CORPO,

O FRUTO DAS MATAS E A ÁGUA

DAS FONTES PARA O NOSSO SUSTENTO

MATERIAL E ESPIRITUAL.

PERDOA, SE MERECERMOS,

AS NOSSAS FALTAS E DÁ O SUBLIME

SENTIMENTO DO PERDÃO PARA OS

QUE NOS OFENDAM.

NÃO NOS DEIXEIS SUCUMBIR,

ANTE A LUTA, DISSABORES, INGRATIDÕES,

TENTAÇÕES DOS MAUS ESPÍRITOS E

ILUSÕES PECAMINOSAS DA MATÉRIA.

ENVIAI-NOS, PAI, UM RAIO DE

TUA DIVINA COMPLACÊNCIA, LUZ E

MISERICÓRDIA PARA OS TEUS FILHOS

PECADORES QUE AQUI HABITAM,

PELO BEM DA HUMANIDADE, NOSSA IRMÃ.

ASSIM SEJA.

Significado do Natal para um Espírita

PERGUNTA: - Você acha que o Natal está perdendo o significado?


CHICO XAVIER: - Não, não acredito que esteja perdendo o significado, porque de ano em ano todos os cristãos se reúnem, num pensamento só, no recolhimento e na glorificação de Jesus Cristo, como sendo o Embaixador da Paz e do Amor na redenção da Terra. É possível que, com o aumento da população na cidade, com a explosão demográfica, muita gente esteja ainda despercebida do Natal, mas o Natal continua ainda dominando o coração das criaturas.

PERGUNTA: O que representa o Natal para os Espíritas?

CHICO XAVIER: A necessidade de nos amarmos uns aos outros, segundo Jesus nos ensinou, perdão das ofensas, o esquecimento das injúrias, o cultivo do trabalho, a fidelidade ao dever, a lealdade aos compromissos assumidos, o lar, a família, a alegria de nos pertencermos uns aos outros, através dos laços da fraternidade. Isto tudo é Natal. É nossa mãe, nosso pai, quando estejam no Plano Espiritual. Natal representa nossos irmãos muito queridos, ainda mesmo aqueles que não se encontrem conosco. É muito amor, muita saudade, mas é, sobretudo, muita união para que se faça o melhor em cada Novo Ano que aparece.



DO LIVRO: Chico Xavier - O Homem, o Médium, o Missionário

AUTOR: Antônio Matte Noroefé

Conversas Perigosas...

NA ESFERA DA PALAVRA

Certa palavra delituosa foi projetada ao mundo por uma boca leviana e, em breves dias, desse quase imperceptível fermento de incompreensão, nasceu vasta epidemia de maledicência.

Da maledicência surgiram apontamentos ingratos, estabelecendo grande infestação de calúnia.

Da calúnia apareceram observações impróprias, gerando discórdia, perturbação, desânimo e enfermidade.

De semelhantes desequilíbrios, emergiram conflitos e desvarios, criando aflição e ruína, guerra e morte.

Meus irmãos, para o médico desencarnado o verbo mal conduzido é sempre a raiz escura de grande parte dos processos patogênicos que flagelam a Humanidade.

A palavra deprimente é sarna invisível, complicando os problemas, enegrecendo o destino, retardando o progresso, desfazendo a paz, golpeando a fé e anulando a alegria.

Se buscamos no mundo selecionar alimentos sadios, na segurança e aprumo do corpo, é indispensável escolher conversações edificantes, capazes de preservar a beleza e a harmonia de nossas almas.

Bocas reunidas na exaltação do mal assemelham-se a caixotes de lixo, vazando bacilos de delinquência e desagregação espiritual.

Atendamos ao silêncio, onde não seja possível o concurso fraterno.

Disse o profeta que «a palavra dita a seu tempo é como maçã de ouro em cesto de prata».

No entanto, só o amor e a humildade conseguem produzir esse milagre de luz.

Para cooperar com o Cristo, é imprescindível sintonizar a estação da nossa vida com o seu Evangelho Redentor.

Busquemos sentir com Jesus.

Não nos esqueçamos de que a língua fala com os homens e de que o coração fala com Deus.



André Luiz

Instruções Psicofônicas, 9, Francisco Cândido Xavier

FRATERNIDADE DOS DISCÍPULOS DE JESUS

Emmanuel


Meus amigos, muita paz.
A hora exige a nossa decisão, no sentido de buscarmos a fórmula básica do serviço com Jesus, se realmente nos propomos cooperar na obra regeneradora do mundo, a partir de nós mesmos.
Agir sob a inspiração direta do Evangelho é o caminho de acesso à benção sublime a que o Céu nos destinou...
Crer, trabalhar e servir sem dogmas;
Sem exclusivismo;
Sem privilégios;
Sem conflitos;
Sem discórdia;
Sem separativismo;
Sem inquietação;
Sem desânimo;
Sem trincheiras intelectuais;
Sem torres de marfim do personalismo cristalizante;
Sem charcos do egoísmo dissolvente;
Sem títulos que desunam os nossos melhores propósitos de responder aos apelos do Divino Mestre.
Cristo fala-nos, como sempre, nas páginas eternas da Boa Nova, de braços abertos...
Quem puder abandonar a velha e petrificada concha do "eu", para escutar-Lhe os ensinos, na acústica do coração e da consciência, decerto não encontrará outra senda que não seja a da verdadeira fraternidade - a única que nos conduzirá, com segurança, à nossa ressurreição para a Vida Imperecível!...


(Página recebida pelo médium Francisco Cândido Xavier, solicitada por um grupo de irmãos, servidores da Doutrina)


(Do livro "Vida e Caminho", Emmanuel, Francisco Cândido Xavier)
NOTA: O link abaixo contém a relação de livros publicados por Chico Xavier e suas respectivas editoras:
http://www.institutoandreluiz.org/chicoxavier_rel_livros.html


Realização:
Instituto André Luiz
http://www.institutoandreluiz.org/

quinta-feira, 5 de agosto de 2010

História de Rosa Vermelha



A tarde caia lentamente. Assustada, Rubia apertou o passo quando percebeu, que um homem a seguia. Era Felinto, o bêbado da cidade. Tentou entrar por ruelas estreitas para despistar seu perseguidor. No entanto, ele continuava caminhando, a poucos passos dela. Rubia lançava olhares para todas as direções tentando encontrar alguém que a pudesse ajudar, mas era vão. A cidade estava deserta. Nem os moleques que costumavam correr por ali todas as tardes se faziam presentes nesse dia.
Já tinha ouvido falar das grandes bebedeiras daquele homem, porém nunca soube que ele houvesse feito mal a alguém. Mesmo assim, a respiração pesada, que ouvia, vinda dele, a cada passo que dava, deixava-a apavorada e insegura quanto ao motivo daquela perseguição.
Nunca saia sozinha. Aos dezessete anos, era uma moça de rara beleza e seus irmãos mais velhos nunca permitiam que fosse às ruas sem ter, ao menos um deles, como acompanhante. Nessa tarde escapara da vigilância cerrada e fora ao campo respirar um pouco de ar puro. Ao retornar, satisfeita por ter fugido um pouco da rotina, percebera os passos de Felinto e seu coração gelou. Havia algo de muito errado naquela atitude. Agora já estava correndo. Ele corria também. As mãos fortes do homem agarraram-na e uma delas imediatamente cobriu-lhe a boca.
A mão livre corria pelo seu corpo. Ela já não tinha dúvida quanto ao interesse que despertara. Freneticamente tenta se livrar, mas ele é muito forte. Uma dor aguda anuncia que chegara ao fim. Aquele infeliz tomara sua virgindade à força. Com os olhos nublados pelo ódio vê o homem levantar-se com um sorriso cínico dirigido a ela. Num relance, percebe, perto de si, uma grande pedra pontiaguda. Com rapidez se ergue já com a pedra na mão. Felinto está de costas, absorvido na tarefa de fechar a calça. Sem titubear, ela atinge sua cabeça com um golpe certeiro. Surpreso, o homem se vira. O sangue corre pelo seu rosto. Tomado de ódio e dor, agarra Rubia novamente e aperta-lhe o pescoço com extrema violência. Caem ambos por terra. A moça ainda vê a morte passar pelos olhos do homem, antes de também exalar o último suspiro.
O caminhar do espírito de Rubia, por vales sombrios, foi longo e doloroso. De outras encarnações trazia pesada carga. O assassinato de Felinto só fez aumentar, seu período de sofrimento em busca de conhecimento e luz. Hoje, em nossos terreiros, se chama Rosa Vermelha. A pomba-gira dos grandes amores. Discreta e bela, sua incorporação encanta a todos que a conhecem.
Sarava a pomba-gira Rosa Vermelha!